Estatísticas do Ensino Secundário
Cursos Científico-Humanísticos
 
 
NOTA TÉCNICA
Neste Portal apresenta-se informação estatística sobre a demografia e sobre o desempenho escolar dos alunos matriculados em cursos Científico-Humanísticos do ensino secundário em Portugal Continental.

No separador "Estatísticas da Escola" é apresentada informação sobre todos os estabelecimentos de ensino, públicos e privados, que tiveram pelo menos 20 alunos matriculados em cursos Científico-Humanísticos no ano letivo de 2014/15. No separador "Estatísticas Regionais" a informação é apresentada por distrito e por concelho.

INDICADORES ESTATÍSTICOS GERAIS SOBRE OS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO

1) Distribuição dos alunos da escola por curso

Mostram-se os diversos cursos onde estavam matriculados os alunos desta escola no ano letivo 2014/15.

Os dados referem-se apenas aos alunos matriculados em cursos científico-humanísticos. Não incluem, por exemplo, os alunos matriculados em cursos profissionais e no ensino recorrente para adultos.

Fonte: Dados reportados pelas escolas ao sistema de informação do ME.


2) Número de alunos da escola por ano curricular

Os dados referem-se apenas aos alunos matriculados em cursos científico-humanísticos. Não incluem, por exemplo, os alunos matriculados em cursos profissionais e no ensino recorrente para adultos.

Fonte: Dados reportados pelas escolas ao sistema de informação do ME.


3) Distribuição dos alunos da escola por idade

Mostra-se a distribuição por idades dos alunos matriculados nesta escola no ano letivo 2014/15.

Os dados referem-se apenas aos alunos matriculados em cursos científico-humanísticos. Não incluem, por exemplo, os alunos matriculados em cursos profissionais e no ensino recorrente para adultos.

Fonte: Dados reportados pelas escolas ao sistema de informação do ME.


4) Distribuição dos alunos da escola por sexo

Mostra-se a distribuição por sexo dos alunos matriculados nesta escola no ano letivo 2014/15.

Os dados referem-se apenas aos alunos matriculados em cursos científico-humanísticos. Não incluem, por exemplo, os alunos matriculados em cursos profissionais e no ensino recorrente para adultos.

Fonte: Dados reportados pelas escolas ao sistema de informação do ME.


5) Taxa de retenção ou desistência dos alunos da escola por ano curricular

A taxa de retenção ou desistência mostra a percentagem de alunos que não podem transitar para o ano de escolaridade seguinte (por razões diversas, entre as quais o insucesso escolar e a anulação da matrícula), dentro do número total de alunos matriculados nesse ano letivo.

Os dados referem-se apenas aos alunos matriculados em cursos científico-humanísticos. Não incluem, por exemplo, os alunos matriculados em cursos profissionais e no ensino recorrente para adultos.

Fonte: Dados reportados pelas escolas ao sistema de informação do ME.


6) Indicador do alinhamento das notas internas atribuídas pela escola com as notas atribuídas pela outras escolas do país a alunos com resultados semelhantes nos exames

Este indicador compara as classificações internas atribuídas pela escola aos seus alunos com as classificações internas atribuídas pelas outras escolas do país a alunos com resultados semelhantes nos exames nacionais.

Ao comparar alunos que obtêm classificações semelhantes nos exames, o indicador mede possíveis desalinhamentos, entre as escolas, nos critérios de atribuição de classificações internas.

Por exemplo, se as classificações internas atribuídas pela Escola A são sistematicamente mais altas do que as classificações internas atribuídas pela Escola B a alunos que, posteriormente, obtêm os mesmos resultados nos exames nacionais, então é possível que a Escola A esteja a utilizar critérios de avaliação do desempenho escolar dos seus alunos muito diferentes dos critérios utilizados pela Escola B.

Fonte: Base de dados do Júri Nacional de Exames.

Nota técnica completa (pdf)


7) Percentagem de alunos que obtêm classificação positiva nos exames nacionais do 12.º ano após um percurso sem retenções nos 10.º e 11.º anos de escolaridade.

Acompanhamos o percurso dos alunos da escola durante o ensino secundário.

O gráfico mostra a percentagem de alunos da escola que obtiveram classificação positiva nos exames das duas disciplinas trienais do 12.º ano, após um percurso sem retenções nos 10.º e 11.º anos de escolaridade. Estes podem ser considerados percursos diretos de sucesso no ensino secundário.

No gráfico, a percentagem de percursos diretos de sucesso entre os alunos da escola é comparada com a percentagem média nacional para alunos que, três anos antes, nas provas finais do 3.º ciclo, haviam demonstrado um nível escolar semelhante ao dos alunos da escola.

Tendo os dois grupos de alunos o mesmo nível de partida à entrada do Secundário, o objetivo é perceber se o trabalho desenvolvido ao longo do Secundário conduziu a resultados também iguais, ou se, pelo contrário, os alunos da escola tiveram desempenhos superiores / inferiores aos dos seus colegas nacionais.

Assim, o indicador mede a diferença entre a percentagem de percursos diretos de sucesso na escola e a média nacional para os alunos com um nível anterior semelhante.

Este indicador leva em conta o nível académico dos alunos que a escola secundária recebe, não premeia a retenção e combina as avaliações interna e externa, pelo que é bastante robusto.

No seu cálculo, os percursos dos alunos de cada curso científico-humanístico são comparados com as médias nacionais para alunos do mesmo curso.

O indicador relativo a 2015/16 mostra a situação, no final deste ano letivo, dos alunos que entraram para o 10.º ano de escolaridade em 2013/14.

Fonte: Dados reportados pelas escolas ao sistema de informação do ME e base de dados do Júri Nacional de Exames

Nota técnica completa (pdf)



INDICADORES ESTATÍSTICOS, POR DISCIPLINA, SOBRE OS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO

a) Quantos alunos da escola realizaram o exame desta disciplina?

São considerados todos os alunos que realizaram a prova na 1.ª fase dos exames nacionais, para aprovação na disciplina, e que estavam inscritos como alunos internos da escola em pelo menos um exame nacional do mesmo ano letivo.

Fonte: Bases de dados do Júri Nacional de Exames


b) Evolução do percentil nacional da escola, medido pela classificação média dos seus alunos.

Este indicador mostra como tem evoluído a posição relativa da escola, em termos da classificação média dos seus alunos na disciplina, face às restantes escolas secundárias do país.

A posição relativa da escola é medida através do seu percentil, que pode variar entre 0 e 100. Uma escola situa-se no percentil 60, por exemplo, se a classificação média dos seus alunos neste exame for superior à classificação média em 60% das escolas do país (e inferior à classificação média nas restantes 40%). Portanto quanto mais elevado for o percentil, melhor é a posição relativa dos alunos da escola.

Observe-se, contudo, que a classificação média dos alunos é uma variável muito influenciável pelo nível académico dos alunos que a escola recebe, tal como pelo contexto socioeconómico onde a escola se insere. Assim, aqui pretende-se olhar sobretudo para a evolução dos resultados, e não tanto para o seu nível absoluto.

Como o contexto das escolas tende a ser relativamente estável no curto prazo, quaisquer variações acentuadas de resultados (ou de percentil) de um ano para o outro, podem dar-nos pistas sobre fatores internos à escola.

Neste indicador são considerados todos os alunos que realizaram a prova na 1.ª fase dos exames nacionais, para aprovação na disciplina, e que estavam inscritos como alunos internos da escola em pelo menos um exame nacional do mesmo ano letivo.

Fonte: Bases de dados do Júri Nacional de Exames


c) Como se comparam os resultados dos alunos da escola nesta disciplina, face aos resultados dos mesmos alunos nas outras disciplinas com exame?

O indicador compara o resultados dos alunos da escola no exame desta disciplina com os seus resultados nos exames das outras disciplinas. O objetivo é perceber se os alunos da escola ficaram acima ou abaixo do esperado na disciplina, face ao padrão definido pelas outras disciplinas e pela média dos outros alunos do país.

Por exemplo, suponha-se que um aluno da escola obteve 12 valores nos exames de Matemática e de Economia, tendo obtido 11 valores no exame de Geografia. Suponha-se ainda que os outros alunos do país com 12 valores em Matemática e Economia obtiveram, em média, 10 valores a Geografia. Então o aluno da escola obteve 1 valor acima do esperado a Geografia, dados os resultados dos seus colegas nacionais.

Se a maioria dos alunos da escola também estiveram acima do esperado a Geografia, então a escola terá um bom valor do indicador para esta disciplina.

Este indicador pretende medir o nível relativo dos alunos numa disciplina face ao seu nível nas outras disciplinas, e não medir o nível absoluto de resultados. Em particular, mesmo numa escola onde a generalidade dos alunos tem grandes dificuldades escolares, pode existir uma disciplina com resultados acima do esperado face ao nível geral, disciplina que portanto terá um bom valor do indicador.

Da mesma forma, mesmo numa escola onde a generalidade dos alunos obtém resultados muito bons, pode existir uma disciplina um pouco abaixo do esperado face ao elevado nível geral, a qual poderá merecer algum trabalho adicional.

O resultado de um aluno numa disciplina trienal do 12.º ano é comparado com o seu resultado na outra disciplina trienal do 12.º e, além disso, com os resultados que obteve nas provas das várias disciplinas bienais do 11.º ano.

Da mesma forma, o resultado de um aluno numa disciplina bienal do 11.º ano é comparado com os seus resultados nas provas das outras disciplinas bienais do 11.º e, além disso, com os resultados que obteve nas provas das disciplinas trienais do 12.º.

No caso das disciplinas com exame no 11.º ano, este indicador só é calculável no ano letivo seguinte ao da realização do exame, para permitir a comparação com os resultados que os mesmos alunos obtiveram, subsequentemente, nas disciplinas trienais do 12.º ano.

Fonte: Bases de dados do Júri Nacional de Exames


d) Entre os alunos que realizaram o exame da disciplina, que percentagem tinha idade superior à idade normal para conclusão a disciplina?

A percentagem dos alunos com uma idade superior à idade normal para conclusão da disciplina dá-nos uma indicação sobre o percurso escolar típico dos alunos que realizaram este exame, designadamente no que respeita a eventuais retenções passadas.

A percentagem dos alunos da escola com idade superior à normal é comparada com a mesma percentagem dentro do universo de todos os alunos do país que realizaram este exame.

Para as disciplinas bienais do 11.º ano, considera-se como idade normal (ou mais frequente) os 16 anos completos à data de 31 de dezembro do respetivo ano letivo.

Para as disciplinas trienais do 12.º ano, considera-se como idade normal (ou mais frequente) os 17 anos completos à data de 31 de dezembro do respetivo ano letivo.

Neste gráfico são considerados todos os alunos que realizaram a prova na 1.ª fase dos exames nacionais, para aprovação na disciplina, e que estavam inscritos como alunos internos da escola em pelo menos um exame nacional do mesmo ano letivo.

Fonte: Bases de dados do Júri Nacional de Exames


e) Indicador da progressão relativa dos resultados dos alunos da escola entre os exames do 9.º ano e do 12.º ano

O indicador de progressão compara os resultados que os alunos obtiveram nos exames nacionais de 12.º ano com os resultados que os mesmos alunos haviam obtido, três anos antes, nos exames nacionais do 9.º ano. O indicador de progressão é positivo quando os alunos estão melhor nos exames do 12.º ano, relativamente às médias nacionais, do que estavam no 9.º ano.

Por exemplo, se um aluno no 9º ano estava abaixo da média nacional e no 12.º estava acima da média, então tem uma progressão positiva. Um aluno que mantém a sua posição relativa tem uma progressão neutra, próxima de zero. Um aluno que no 9º ano estava muito acima da média nacional e no 12.º ano estava abaixo da média, ou só ligeiramente acima da média, tem um progressão negativa.

Uma vantagem importante do indicador de progressão é que tem em consideração o nível académico dos alunos que a escola recebe, o qual não é tido em conta quando apenas se olha para os resultados absolutos no 12.º ano. Uma escola secundária que receba alunos com resultados académicos baixos pode, não obstante, ter um indicador de progressão elevado, desde que no 12.º ano esses mesmos alunos estejam melhor do que estavam no 9.º ano, relativamente à média nacional.

Outra vantagem importante do indicador de progressão, comparativamente às notas absolutas, é ser menos influenciável pelo contexto socioeconómico onde a escola se insere. Se os alunos de uma escola estão inseridos num contexto favorável que potencia os bons resultados nos exames do 12.º ano, então, na sua grande maioria, também já estavam inseridos num contexto favorável que potenciava os bons resultados no 9.º ano. Como o indicador de progressão apenas mede a diferença entre os resultados do 12.º e do 9.º ano, tem uma maior independência dos contextos que se mantêm constantes ao longo do tempo.

Fonte: Base de dados do Júri Nacional de Exames.



f) Indicador dos resultados dos alunos no 12º ano tendo em conta o contexto da escola

O indicador dos resultados em contexto compara os resultados dos alunos do 12.º ano da escola, com os dos alunos das outras escolas públicas do continente que têm contextos semelhantes no que se refere a: idade dos alunos, distribuição por género, escolaridade dos pais, apoios da ação social escolar, estabilidade do corpo docente, dimensão das turmas e diversidade de ofertas formativas.

Por exemplo, a escola será assinalada com um [+] a Português se a média das classificações de exame obtidas pelos alunos da escola nessa disciplina estiver entre as 25% que mais se distanciam, no sentido positivo, da média esperada em escolas com contextos semelhantes.

Para este indicador a unidade estatística de referência, tanto para as variáveis de contexto como para as variáveis de resultados, é o Agrupamento de Escolas/Escola não agrupada.

Fonte: Dados reportados pelas escolas ao sistema de informação do ME e base de dados do Júri Nacional de Exames.

Nota técnica completa (pdf)


g) Desigualdades de resultados dentro da escola: distância média entre os alunos, em termos de classificação no exame da disciplina.

Este indicador calcula a distância média entre os alunos da escola em termos da sua classificação no exame da disciplina.

Por exemplo, se um aluno obtém uma classificação de 14 valores no exame e outro aluno obtém 12 valores, então a distância entre os dois alunos é de 2 valores. Tomando todos os pares possíveis de alunos da escola, pode-se calcular qual é a distância média entre os alunos.

A distância entre os alunos é um indicador da dispersão de resultados, ou seja, mostra se os alunos da escola formam um grupo homogéneo ou um grupo heteregéneo, em termos de resultados.

No gráfico, a distância média entre os alunos da escola é comparada com a distância média calculada para as outras escolas do país.

Note-se que a dispersão de resultados é uma variável independente do nível de resultados. Por exemplo, uma dispersão pequena significa que os alunos da escola obtiveram resultados relativamente homogéneos, mas tanto podem ter sido homogeneamente bons, como homogeneamente maus. Para analisar o nível de resultados há que consultar o indicador sobre a evolução do percentil da escola.

Neste gráfico são considerados todos os alunos que realizaram a prova na 1.ª fase dos exames nacionais, para aprovação na disciplina, e que estavam inscritos como alunos internos da escola em pelo menos um exame nacional do mesmo ano letivo.

Fonte: Bases de dados do Júri Nacional de Exames


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